terça-feira, abril 11, 2006

Eternamente

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E ela dizia, não temos tempo. E falava do tempo e da pressa e de encontros marcados noutro lugar.
E ele a tirar-lhe a roupa. A calar-lhe na boca tempo e palavras. A despi-la de pele e outros encontros que não o dele. Que não o encontro do corpo dele com o corpo dela.
E não querendo ir. E querendo ficar.

E ela insistindo no tempo e na espera, a dos outros que os aguardavam. Segurando roupa e compromissos.
E ele abrindo-lhe as mãos. Desprendendo-lhe dedos e roupa.
Mordendo-lhe no peito o tempo. Sentindo-o bater sob a pele e na boca. Enrolando-o na língua.
Marcando presença e vontade.
A de não ir. A de ficar.

E ele prendendo-lhe braços e compromissos. Mergulhando no corpo e descendo na pele. Abrindo-lhe as coxas e crescendo em desejo.
Encontrando e entrando no lugar onde dos corpos e não deles era já tempo e vontade.
E a vontade era ir. E a vontade era ficar.