quinta-feira, abril 20, 2006

Corpos escaldantes

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Corpos colados
Pernas entrelaçadas
Passos sintonizados
Rodopiam no salão
Livres, leves, soltos
Dançarinos do amor
Almas flutuantes
Sutis e insinuantes
Exibem seus diamantes
Nos trajes mais elegantes
Um ritual dos amantes
Dos prazeres alucinantes
Amam a vida sem medidas
O orvalho da madrugada
As noites enluaradas
Vivem seus contos de fadas
Passam de braço, em braço
or vezes ganham um amasso
Mas sem perder o compasso
Nesse seu mundo de sonhos
Não se vê, olhos tristonhos
Só há prazer e alegria
Libertos, da nostalgia
Rodopiam, se entregam, à dança
E dançam, e dançam...
Até o romper do dia.